Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

ECOS DE SABEDORIA POPULAR

 foto: pauloel

 

 

 

MARMELO

 

Marmelada! Não precisa de definição, todos sabem o que é, e todos gostam...

 

O marmeleiro (Cydonia oblonga, Mill.) pertence à família Rosaceae e subfamília Pomae, bem como a macieira, a pereira e a nespreira. O marmelo é uma espécie do genero Cydonia.

É originário do Oeste asiático, mais precisamente da região do Irão, no Nordeste da antiga Pérsia. A sua origem e daí o nome científico (Cydonia oblonga) é referida como sendo Cydon, na ilha de Creta, Grécia, onde ainda é encontrado em estado selvagem.

O marmelo é bastante rico em pectina,  o ácido  que permite a consistência nas marmeladas e geleias, e as folhas de marmeleiro contém cerca de 11% de tanino, que além de adstringente, é também um poderoso antioxidante.

 

Valores nutricinais por 100 g:

- Calorias 25,2

- Hidratos de Carbono 6,3 g

- Fibra 6,4 g

- Potássio 200 mg

- Magnésio 6 mg

- Vitamina C 13 mg

- Cálcio 14 mg

 

É da SABEDORIA POPULAR que nos chegam até hoje formas de aproveitamento de frutos tidos como pobres, e que se transformam em verdadeiros ícones da cozinha tradicional.

Diziam os antigos: Chegados ao Outono há que conservar frutos para o Inverno, e com a ausência de equipamentos de frio, havia inumeras formas de o fazer, desde doces, compotas, geleias, em vinagre, em azeite, em salmoura, etc.

Os marmelos foram e ainda o são, nas zonas rurais, frutos esquecidos, os marmeleiros eram plantados não pelo seu fruto, mas sim como árvore que servia de vedação e marco das propriedades. Ramificam-se muito na base, e por isso criam limites nos campos agrícolas.

Provavelmente e de forma a dar a volta em tempos de fome e de dificuldades económicas, as gentes rurais aproveitavam estes frutos deixados ao abandono, e de sabor um pouco acre, para confeccionarem com açucar, um produto energético e que daria para consumir durante todo o Inverno. Com as cascas e as sementes ainda faziam geleia, o que aumentava o aproveitamento do fruto. Sendo uma fruta selvagem, o marmelo não contém pesticidas ou produtos químicos.

Cada um de nós tem desde a infância a receita de marmelada e geleia que era da avó, ou da tia, de uma vizinha, ou até das freiras do convento xpto. Algumas de confecção mais rápida, outras mais demorada, escuras, claras ou aromatizadas com canela, ou mesmo limão, não há como as marmeladas caseiras.

Por outro lado, ninguém faz marmelada para si só, a marmelada é um doce onde se comunga o espírito de partilha, o dar e receber, entre amigos e familiares, é o anunciar do final do verão. 

E foi numa das minhas saídas de bicicleta, que me vi no meio do campo rodeado de marmeleiros selvagens que cresciam desregradamente para o caminho. Os ramos vergavam com o peso dos marmelos, deixei-me seduzir por completo, apanhei um saco deles  e fiz assim:

- Ao todo eram perto de três quilos, descasquei-os, e parti-os em quartos, e guardei os interiores com as sementes.

-  Em recipientes separados, cozi durante uma hora os marmelos com 1,5 kg de açucar e 50% de água, e os interiores com as sementes 1 kg de açucar e também 50% de água. 

- Lembrei-me de juntar depois a água espessa (geleia) das sementes, aos marmelos e derreti tudo até ficar com uma textura fina.

 

 

 

Ficou excelente, a adição da geleia proveniente das sementes, deixou uma consistência suave, ideal para barrar.

 

Ai se a minha avó soubesse...!  

 

 


publicado por pauloel às 23:04
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1 comentário:
De Fulano a 7 de Setembro de 2009 às 10:15
Convém lembrar que a planta é resistente à seca. E bonita, digo eu.


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