Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

ECOS DE JUSTIÇA

 

 

 

EYES WIDE SHUT versus CELERIDADE

 

Á medida que fui crescendo, foi evoluindo comigo o conceito de Justiça. Criei a minha própria definição e como a maioria das pessoas aprendi a distinguir  o certo do errado.

 

Não tendo optado por formação na área do direito, nem tendo qualquer pretensão de vir a ser Juíz, durante toda a minha vida ouvi dizer que a Justiça era "cega".  Achava até curiosa a escultura que normalmente decora as fachadas do tribunais, a balança equilibrada,  a venda nos olhos...

 

Amadureci como pessoa e percebi que a dita deveria ser "cega" por forma a não tomar partido de ninguém, e assumir uma posição neutra na hora de julgar.

Actualmente não quero acreditar que a justiça portuguesa seja diferente das outras, e muito menos que ela não funcione.

 

No entanto e á medida que vemos o crime a aumentar a uma velocidade enorme, e em todas as direcções, e processos que demoram largos anos a julgar, constatamos que a nossa justiça para além de cega, está demasiado lenta e sem capacidade de resposta eficaz.

 

A realidade do crime organizado exige sintonia  e capacidade de resposta por parte da justiça, processos que demoram anos a resolver, terão que ser mais rápidos, deverá ser revista a prioridade dos mesmos e aplicada a celeridade que lhes é devida e que sempre foi ou  deveria ter sido a imagem de marca de qualquer  sistema judicial.

 

Celeridade é a palavra chave para tirar o adjectivo "lenta" da ideia de Justiça, sem termos que admitir  que está na altura de " destapar os olhos" que ao longo de anos não viram a luz.

 

Como diria um realizador de cinema a nossa justiça não pode continuar de: " EYES WIDE SHUT" como quem faz de conta que não se passa nada, porque afinal... passa e muito!  

 

 

 

 


publicado por pauloel às 23:12
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