Sábado, 6 de Setembro de 2008

ECOS DA NOITE

  

 



Era sexta-feira á noite...

 

   O grupo da praxe; Eu, o Costa, o Cordeiro, o Carlos, faltava apenas o Duarte, que aparecia sempre mais tarde depois de os pais estarem a dormir, para assim poder " gamar-lhes " o carro e vir ter connosco á discoteca.
 
   Como de hábito, o Duarte esperava que os pais adormecessem, para com muito cuidado fazer deslizar o carro pela rampa de acesso á garagem desengatado, pondo-o apenas a trabalhar já na estrada. Eram 23:30, apreciávamos as miúdas que iam chegando á discoteca, bebíamos uns copos, e ouviamos música ambiente até á meia noite (hora em que abria a pista).
   - Lá vem o gajo! - disse o Cordeiro!
   - Então Duarte, só agora? Assim tão tarde, não vamos a lado nenhum...
 
   Hoje foi difícil, o meu pai parecia desconfiado, acho melhor ficarmos mesmo por aqui. Assim foi, entre uns vodkas com laranja, umas miudas e uns slows , ficámos por ali, até todo o pessoal ir embora.
 
   Saímos já " alegres" e ao aproximarmo-nos do carro, o Duarte gritou:
   - C'um caraças!!! estou feito, agora é que foram elas...!!
A porta da frente, do lado direito do mercedes (do pai) estava toda metida dentro. Seria alguém a fazer manobra no parque de estacionamento por certo.
 
  - O meu pai mata-me! dizia o Duarte.
Tem calma! disse-lhe o Costa, vamos á oficina do meu cunhado e ele arranja-te isso. - Ás quatro da manhã? deves estar a gozar...
   Entrámos todos no carro, fomos tirar o Luis (cunhado do costa, e bate-chapas) da cama, e de ao pé da mulher. Após umas marteladas, uns betumes, secador...um friso... pão quente, umas cervejas... e uma polidela final, ás oito da manhã a batidela esta arranjada, e não se topava patavina.
 
  O Duarte foi para casa,deixou o carro na garagem, fez que se levantava da cama, e foi tomar o pequeno almoço com a mãe.
Entre duas dentadas na torrada, o pai chega á cozinha atira com as chaves do carro para cima da mesa com toda a força, e diz:
 
   - Há coisas de um raio! ontem quando vinha para casa, um sujeito de mota não parou no semáforo, e amassou-me a porta do lado direito do carro, agora chego á garagem, e o carro está arranjado...! Bruxedo ! Só pode ....
 
   O Duarte engasgou-se com a torrada, confessou o que tinha acontecido ao pai, e passou a ter sempre carro aos fins de semana, devidamente autorizado.
 
   O pedaço da torrada ? esse ainda hoje o tem atravessado na garganta...!

 

 


publicado por pauloel às 14:57
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1 comentário:
De OLá a 2 de Junho de 2009 às 22:32
Acredito bem. Se fosse eu nunca mais conseguia comer torradas :)
Eram espertos nessa altura, mas não o suficiente!
Boa Noite x)


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