Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

ECOS DE CRISE

foto: pauloel

 

 

- Pai, o que é a Crise?
Definição:
“ crise
(latim crisis, -is)
s. f.
1. Mudança que sobrevém no curso de uma doença aguda.
2. Fig. Conjuntura perigosa; momento perigoso e decisivo.
3. Falta de trabalho.
4. Embaraço na marcha regular dos negócios.
5. Desacordo político que obriga o ministério a recompor-se ou a demitir-se.
s. m.
6. Bras. Cris.
Crise nervosa: ataque de nervos.”
 
 
 
A palavra crise passou a fazer parte do dia a dia de todos nós, e também de quem está a crescer, que na grande maioria das vezes apenas ouve falar dela, e não a sente. Os homens e mulheres do nosso amanhã, para os quais “um Escudo” é um “equipamento de protecção medieval”, que nasceram a ouvir falar numa moeda que brotou como por magia de um tratado entre um tal Dr. Soares e um continente a necessitar de prosperar, vão entrar na idade que lhes aumentará a sensibilidade e provavelmente o espírito de contenção.
Atingir a adolescência, num grau de total e óbvia dependência dos progenitores,
com agendas sociais preenchidíssimas, telemóveis topo de gama, roupas de marca, adsl em programas escolas e escolinhas, o gel para o cabelo, perfumes XPTO, a base para esconder as borbulhas, as actividades extra-curriculares, as excursões na escola, as saídas nocturnas, os jantares de aniversários em que cada um “paga o seu”, o constante preciso de dinheiro, está a levar os antigos “bandos de pardais” dos “Putos” do nosso Carlos do Carmo e a transformá-los em  “aves ornamentais”, empoleiradas numa fasquia demasiado alta, e a sujeitá-los a um trambolhão tamanho.
         Crise vai ser, quando estes homens e mulheres daqui a pouco tempo precisarem de orientação académica e profissional, colocação no mercado de trabalho, confiança e motivação para poderem abrir as asas e “voar do ninho” dos progenitores, e seguirem com as suas vidas. Crise vai ser, quando os Euros que não são “escudos de protecção”,
e que até aqui, apesar do espírito de sacrifício apareceram do bolso dos pais, sempre que eram solicitados, deixarem transparecer a vulnerabilidade, e impotência de uma moeda forte, em poder de mentes fracas, que vivem muito acima das verdadeiras possibilidades .
Crise é não poupar, é não produzir, é não transmitir valores morais, é enterrar a cabeça na areia, e deixar que uma sociedade onde impera a futilidade e culto do “deixa andar” nos domine, e nos arraste como carneiros em rebanho, para um pessimismo irreversível.
 
 Crise deve ser reflexão, mudança e atitude!  

 

 


publicado por pauloel às 12:37
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