Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

ECOS DE ENTRETENIMENTO

 

 

 

CIRCOS, PALHAÇADAS E OUTROS ANIMAIS

 

 

A arte circense é milenar, foi iniciada em Roma e veio a ser desenvolvida na Idade Média com os saltimbancos em espectáculos de rua, cuspidores de fogo, malabaristas, contorcionistas e outros, que foram fazendo regalo dos mais pequenos e também dos mais curiosos. 

 

Tendo como principal objectivo o acto de exibir, começou por dar relevo a situações consideradas fora do normal, animais ou pessoas com anomalias físicas,  ou mesmo monstruosidades para não dizer aberrações da natureza.

 

Era comum ver animais com duas cabeças, ou cinco patas e outras raridades do género com curta longevidade e que mesmo depois de mortas eram exibidas dentro de grandes frascos de vidro, mergulhadas em álcool ou soluções de formol. 

Anões ou mesmo pessoas com mais altura, ou outras características físicas que fugiam aos parâmetros ditos normais, facilmente arranjavam emprego nos circos, sendo sempre mote de pregões associados a algo invulgar.

 

Surge o adestramento dos animais, os músicos, os mímicos, os trapezistas  e aos poucos o circo vai evoluindo para os modelos que conhecemos actualmente. 

Polémica, controversa e ainda hoje contestada, a utilização e exibição dos animais no circo desde sempre foi o "calcanhar de Aquiles" destas companhias de gente nómada, e os relatos de animais maltratados, bem como os direitos dos mesmos não são só de agora, pois andaram sempre a par das exibições ao longo dos tempos.

 

Baseando-me na realidade actual, e tendo conhecimento das normas comunitárias que regulamentam o bem estar animal em relação a animais que são destinados a consumo humano ( saltando nesta parte os direitos dos animais, pois nem todos somos vegetarianos e o tema dava "pano para mangas"), refiro-me a número de animais por metro quadrado, ventilação, rastreabilidade, saneamento, programas de vacinação rigorosos e controlo veterinário, entre muitas outras exigências.

Concluo que estas normas vieram proceder a uma triagem entre os produtores, de forma a manter em actividade apenas os que trabalham com melhores condições para os animais.

 

Voltando ao circo, e salvo grandes excepções como o Cirque du Soleil e até mesmo o nosso Vitor Hugo Cardinali, o que é facto é que "os outros" (que me perdoem) não possuem sequer condições para ter animais, e as normas descritas atrás na produção animal para abate, aqui parecem não existir embora fizessem  sentido todas elas pois a longevidade do animal é muito superior (ninguém cria um leão para comer ao fim de três meses).

  

Já por várias vezes parei perto destes circos mais pequenos, e está á vista de quem quiser ver: preços de bilheteira elevadíssimos que assumem responsabilidade directa pelas bancadas semi-vazias, animais visivelmente magros em péssimas condições de higiene e exalando cheiros nauseabundos, viaturas e caravanas muito antigas, e o maior sinónimo de dificuldades que é o reduzido número  de trabalhadores/artistas ( o malabarista também é o palhaço, que foi também o domador, e vai ser o trapezista após o intervalo...). 

 

São dificuldades financeiras que se reflectem em toda a companhia, e vão desde o gerente ás costelas salientes que o leão exibe.

Falta de apoios? Preços de bilhetes caros? Manutenção cara? Ciclo vicioso? Talvez falte a tal triagem... 

Sou a favor de animais no circo. Porquê? Talvez por tradição, talvez por vivências de infância, talvez pela associação de alegria.

 

Mas, sou a favor de animais bem tratados que se mostrem bonitos, bem alimentados, saudáveis, com controlo veterinário e inspecções sanitárias e sobretudo, que dentro das condições de bem estar animal possam ser catalogados pelo menos de: 

 

 

 "ANIMAIS FELIZES". 

  

 


publicado por pauloel às 22:17
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